Câncer de mama: conhecer seus riscos também faz parte da prevenção
Entender o que influencia a saúde das mamas, reconhecer os sinais do corpo e manter conversas abertas com profissionais de saúde são passos fundamentais para um cuidado contínuo.
Quando falamos em prevenção do câncer de mama, é comum pensarmos primeiro na mamografia. Mas cuidar da saúde das mamas envolve um olhar mais amplo: entender o que pode influenciar o risco, prestar atenção às mudanças no corpo e conversar com profissionais de saúde sobre o acompanhamento mais adequado para cada momento da vida.
O câncer de mama não tem uma causa única. Idade, histórico familiar, fatores genéticos e hereditários, aspectos da vida reprodutiva e hormonal e alguns hábitos podem estar relacionados ao desenvolvimento da doença. Por isso, prevenção significa conhecer melhor a própria saúde para fazer escolhas mais informadas.
O que o seu histórico pode dizer sobre a sua saúde?
Alguns fatores de risco não podem ser modificados, como o envelhecimento e determinadas características genéticas ou hereditárias. Outros estão relacionados a condições ambientais e comportamentais, como o consumo de bebidas alcoólicas, o excesso de peso e a inatividade física.
Casos de câncer de mama ou de ovário na família, especialmente quando associados a determinadas idades e graus de parentesco, são informações valiosas que devem ser compartilhadas durante uma avaliação de saúde. O objetivo dessa conversa não é gerar preocupação, mas oferecer mais contexto para que o seu acompanhamento seja individualizado.
Ter fatores de risco não significa que uma pessoa desenvolverá a doença. Da mesma forma, não apresentar fatores conhecidos não elimina a possibilidade do diagnóstico. O cuidado está justamente em usar essas informações como parte de uma avaliação preventiva contínua.
O papel da mamografia e o acompanhamento individualizado
A mamografia é um dos principais exames utilizados para detectar o câncer de mama antes mesmo do aparecimento de sinais ou sintomas. No Sistema Único de Saúde (SUS), o rastreamento de rotina é recomendado para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos.
Contudo, o acompanhamento não deve se resumir a uma faixa etária fixa ou a um calendário genérico. Cada pessoa tem um histórico único; por isso, é fundamental conversar com um profissional de saúde sobre quando e com que frequência realizar a sua mamografia.
Atenção: Se você perceber qualquer alteração na mama (como nódulos, assimetrias ou alterações na pele e nos mamilos), não espere pelo próximo exame de rotina. Procure um serviço de saúde imediatamente para avaliação.
Conhecer o próprio corpo também importa
Materiais educativos do Instituto Nacional de Câncer (INCA) reforçam a importância de estar atenta ao próprio corpo e buscar avaliação médica assim que qualquer mudança for percebida. A detecção precoce envolve tanto o rastreamento periódico quanto o diagnóstico oportuno diante de sinais suspeitos.
O que está ao nosso alcance?
Nem todos os fatores associados ao câncer de mama podem ser alterados. Ainda assim, a adoção de hábitos saudáveis contribui para a redução de fatores de risco modificáveis. Praticar atividades físicas regularmente, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e manter um peso corporal adequado são medidas protetivas importantes.
Vale lembrar que adotar hábitos saudáveis reduz riscos, mas não oferece controle absoluto sobre a saúde. O câncer é uma condição complexa e multifatorial, e um diagnóstico nunca deve ser entendido como uma falha individual de quem adoeceu.
O Outubro Rosa é um momento importante para colocar o câncer de mama no centro das conversas. Contudo, o cuidado e o acolhimento devem acontecer durante todo o ano.
Referências bibliográficas
• Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de mama: vamos falar sobre isso? 10ª edição revista e atualizada, 2025.
• Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 626/2025-CGCAN/DECAN/SAES/MS, sobre acesso à mamografia no SUS.
• Instituto Nacional de Câncer (INCA). Fatores de risco para o câncer de mama. Página atualizada em 1º de outubro de 2025.



