Recentemente muito tem se falado sobre as mudanças na NR-01 com a inclusão dos riscos psicossociais na norma e como isto pode afetar a rotina das empresas e principalmente, de seus colaboradores. O primeiro ponto é entender o que são riscos psicossociais. Basicamente, eles são fatores presentes nas organizações que podem impactar negativamente a saúde mental e física dos seus colaboradores.
Eles podem estar relacionados à percepção de excesso de demandas, relações interpessoais ruins, falta de clareza e organização nas atividades diárias, falta de identificação com a cultura e valores da empresa, excesso de demandas que impactam negativamente a vida pessoal, um ambiente em que há comportamentos ofensivos, como bullying, assédios e exposição a situações de perigo físico e/ou psicológico, entre outros. Quando as pessoas são expostas a esses riscos, elas podem passar de desenvolver quadros de ansiedade, depressão e/ou burnout como consequência de um ambiente disfuncional a que são expostas constantemente.
Uma norma que tem como foco a diminuição dos riscos no trabalho que levam o funcionário a adoecer é essencial. Independente das motivações para que essa mudança exista, as empresas terão ações de promoção da saúde mental, melhoria nas relações interpessoais, jornadas de trabalho mais sustentáveis, além de um clima organizacional mais saudável e políticas de tolerância zero a assédios diversos.
Consequência para a empresa e para o funcionário? A saúde mental de todos será melhor, uma vez que os quesitos relacionados ao ambiente de trabalho que podem adoecer estarão em constante monitoramento e ações serão tomadas quando necessário.
Consequência indireta
Pessoas mais felizes trabalham melhor e produzem mais, além de uma maior retenção principalmente de talentos e principalmente, das gerações mais novas que tem a saúde mental como um pilar essencial. Ou seja, a atualização da NR-1 representa um avanço importante na forma como as empresas compreendem a saúde do trabalhador, ampliando o olhar para além dos riscos físicos e incluindo também os fatores psicossociais, algo que é bom para todos.
- Francine Queluz | Psicóloga, Mestre e Doutora em Psicologia pela UFSC




