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Solidão no Trabalho: O risco silencioso que o RH precisa enfrentar

Publicado: 21 de agosto de 2025

TELUS Health

Content Marketing Team

A solidão no trabalho deixou de ser um incômodo pessoal para se tornar um risco psicossocial estratégico com impacto direto na saúde mental, no engajamento e na produtividade. Esse foi o alerta central da palestra de Rita Passos, diretora executiva da TELUS Health powered by CARE, realizada na Arena Ticket, dentro do stand da Ticket, durante o CONARH 2025.

Em um cenário corporativo cada vez mais orientado por tecnologia, Rita trouxe à tona um tema invisível, mas urgente: o isolamento nas organizações. O encontro reforçou que o papel do RH vai além da gestão de benefícios, envolve fortalecer conexões humanas e criar ambientes emocionalmente seguros, capazes de sustentar o bem-estar e impulsionar resultados.

Muito além do desempenho: o papel do RH na luta contra a solidão

A solidão não é apenas ausência de companhia, mas de pertencimento. Rita iniciou diferenciando três conceitos-chave:

  • Solidão: dor por desconexão, mesmo entre pessoas.
  • Isolamento social: afastamento de vínculos (voluntário ou não).
  • Solitude: estar só por escolha, de forma saudável.

Essa diferenciação mostrou que não é a quantidade de interações que importa, mas a qualidade das conexões. E é nesse ponto que o RH precisa atuar: desenhar estratégias que favoreçam relações genuínas no trabalho.

Solidão no trabalho: risco à saúde pública e organizacional

A OMS classificou a solidão como ameaça urgente à saúde pública em 2023, comparando seus efeitos ao consumo de 15 cigarros por dia. Em 2025, um relatório da Comissão Internacional sobre Conexão Social estimou que a solidão está associada a mais de 870 mil mortes anuais no mundo.

Os impactos são severos: ansiedade, depressão, insônia, fadiga, doenças cardiovasculares e até autoimunes.

E o mundo corporativo não escapa: segundo a Gallup (2024), 1 em cada 5 trabalhadores sente solidão no trabalho, mesmo estando em equipes “conectadas” pela tecnologia. A digitalização, o trabalho remoto e a pressão por resultados amplificam o problema, tornando-o um risco silencioso para engajamento e bem-estar.

A solidão, portanto, não é apenas uma experiência individual. É um problema organizacional e de saúde pública.

O preço invisível da solidão nas empresas

Se o sofrimento humano não bastasse, o impacto econômico é gritante:

  • US$ 154 bilhões/ano em perdas de produtividade por absenteísmo nos EUA (Cigna).
  • £2,5 bilhões/ano no Reino Unido, quase £10 mil por colaborador (Relatório do Governo Britânico).
  • US$ 13.309/ano é o custo médio de cada colaborador solitário (Sunny, EUA).
  • Funcionários solitários faltam sete dias a mais por ano, cometem 38% mais erros e têm o dobro de chance de pedir demissão (Gallup).

“Se a solidão fosse um produto, seria o mais caro da sua empresa… e o pior: ninguém coloca isso no orçamento”, provocou Rita.

Conexões genuínas como estratégia para combater a solidão

Na palestra, Rita destacou a importância das conexões humanas como parte essencial da saúde organizacional. Inspirada pela pesquisadora Kasley Killam, fundadora da Social Health Labs e autora de The Art and Science of Connection, ela reforçou que a saúde social deve ter o mesmo peso que a física e a mental.

No SXSW 2025, Killam alertou que a solidão é um risco coletivo, e não apenas um problema individual. Rita complementou: conexões precisam ser cultivadas. No ambiente corporativo, líderes têm papel decisivo: podem reforçar o isolamento ou promover pertencimento.

Mais do que ações pontuais, é preciso criar ambientes que favoreçam vínculos reais. O RH deve assumir um papel estratégico, colocando as relações humanas no centro da cultura organizacional. Algumas práticas recomendadas incluem:

  • Mentoria e buddy system para acolhimento desde o início.
  • Grupos de afinidade e comunidades de prática que fortalecem vínculos por interesses comuns.
  • Rituais de conexão no trabalho híbrido, como check-ins e encontros com propósito.
  • Treinamentos socioemocionais voltados à escuta ativa e empatia.
  • Canais de escuta e acolhimento que ajudam a detectar sinais de isolamento.

O recado é claro: enfrentar a solidão no trabalho é urgente, viável e estratégico.

Montagem de imagens da participação de Rita Passos no CONARH 2025, durante sua palestra na Arena Ticket, no stand da Ticket, e em momentos de conexão com parceiros estratégicos.

CONARH 2025 – Em sua palestra “Por que o RH precisa falar de conexões humanas: a solidão como risco oculto nas organizações”, Rita Passos ressaltou a importância de enfrentar a solidão no trabalho.

Na foto 3, Rita Passos ao lado de Carlos Legal (à esquerda) e Oswaldo Stevano (à direita), parceiros de longa data que prestigiaram sua apresentação.

Como a CARE ajuda empresas a enfrentar a solidão no trabalho

Na prática, enfrentar a solidão exige estratégias consistentes de apoio às pessoas, não ações pontuais. É nesse ponto que a CARE atua, oferecendo soluções como o Programa de Apoio ao Empregado com apoio clínico e emocional, soluções de educação corporativa para preparar líderes e equipes, resposta a crises em situações críticas, e Mapeamento de Riscos Psicossociais, um recurso inovador que identifica vulnerabilidades, orienta ações preventivas e ajuda a sua empresa a se adequar às novas demandas da NR-1.

Nosso propósito é claro: fortalecer conexões humanas e apoiar organizações na construção de ambientes mais saudáveis, sustentáveis e produtivos.

Solidão no trabalho: um chamado para o futuro das organizações

A solidão no trabalho é um risco silencioso, mas pode ser enfrentado. O RH tem a chance de colocar as conexões humanas no centro da estratégia. A palestra de Rita Passos não foi apenas uma reflexão, mas um chamado para que empresas brasileiras reconheçam e combatam essa epidemia invisível.

Porque no futuro do trabalho, a conexão é a vantagem competitiva mais humana — e mais necessária.

Este conteúdo foi produzido pela equipe da CARE para inspirar bem-estar e fortalecer o desenvolvimento de pessoas e empresas.

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