Estudos indicam que bebês que não recebem aleitamento materno têm maiores chances de desenvolver infecções respiratórias e gastrointestinais no primeiro ano de vida, além de doenças crônicas na idade adulta, como diabetes, obesidade e hipertensão. A recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde é manter o bebê em aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e de forma complementar até os dois anos ou mais, após a introdução alimentar.
O mito do "leite fraco" ou insuficiente ainda persiste. A desinformação e o conflito de informações em relação à qualidade e aos benefícios do leite materno frequentemente resultam na interrupção precoce do aleitamento. Sem a orientação profissional adequada, itens como chás, água, fórmulas, mamadeiras e chupetas acabam sendo oferecidos como substitutos.
Quando a família recebe informações de qualidade e apoio efetivo sobre o aleitamento, a rede apoio se amplia e a confiança materna é fortalecida, principalmente quando as mulheres têm a oportunidade de trocar experiências com outras mulheres na mesma condição e em encontros regulares com a mediação de profissionais capacitados.
O aleitamento nem sempre é fácil. Os 3 primeiros meses são intensos, nos quais há um tempo de adaptação e aprendizado. Para as mães que amamentam diretamente no peito, muitas sofrem com dores, dificuldades de posicionamento e pega, mamadas frequentes, noites mal dormidas, insegurança, cansaço e dúvidas sobre a produção de leite tornam esse início desafiador. Informações seguras e o manejo por profissionais capacitados favorecem a continuidade da amamentação.
O índice do aleitamento materno exclusivo melhorou significativamente, aumentando de 7% na década de 1980 para mais de 57% em 2025, em função de ações contínuas de educação e apoio desenvolvidas anualmente nas campanhas do Agosto Dourado. Proteger, promover e apoiar a amamentação é um compromisso coletivo que está dando certo.
A responsabilidade de manter a amamentação não deve ser somente da mulher. Ela precisa de acolhimento, sem julgamento, em casa, nos serviços de saúde, no ambiente de trabalho e em toda a sociedade. O Brasil estabeleceu como meta 70% de aleitamento materno exclusivo para bebês de até 6 meses até 2030.
Então, a reflexão que fica é: Como a sua empresa tem promovido o conhecimento sobre a importância do aleitamento materno?
- Colaboração: Gamp21
- Profissionais: Doris Ammann (COREN SP 42.009)
- Anna Mehoudar (CRP SP 06-6244)



